Já encerrada a série de artigos tentando enxergar um pouco do futuro próximo (5 a 10 anos) e quero tentar visualizar algo usando os ODS da ONU como referência.
Nesse primeiro artigo, levantantei alguns pontos, mas (ainda) sem a proposição de soluções. Nos seguintes, podemos ver nos links lá embaixo no artigo….
Considerando todas as mudanças que já estão ocorrendo em termos de tecnologias e mercado de trabalho, tentei fazer uma análise em termos de desemprego, redução de carga horária, renda mínima e outras possibilidades.
Considerei estabilização da população mundial e do Brasil até 2040/2050, com menos nascimentos e uma maior participação dos de mais idade.
Diferentes empregos no mercado de trabalho, atividades em expansão para cultura, saúde, educação, turismo, viagens, relacionamentos, diversão e esportes, versus redução sensível em agricultura, indústria, comercio, logistica e outros por conta da automação e IA.
A grande questão do futuro será “como criar uma sociedade próspera, justa e significativa quando o emprego tradicional deixar de ser o principal mecanismo de distribuição de renda e identidade social?”
Isso representa uma mudança comparável à transição da economia agrícola para a industrial. A diferença é que, desta vez, o centro da transformação não será apenas tecnológico, mas também institucional e cultural (e muito mais acelerado!).
Países que conseguirem adaptar seus sistemas de educação (Formar em que? Para que?), proteção social (fome X desperdício de alimentos), tributação e governança para essa nova realidade estarão mais bem posicionados para transformar os ganhos de produtividade em qualidade de vida, em vez de ampliar desigualdades.
As mudanças já em curso com IA, automação, robótica e digitalização estão remodelando o mercado de trabalho de forma profunda, enquanto a estabilização da população mundial, o envelhecimento e os trabalhos sem vínculo, aceleram transições estruturais. O cenário não é de catástrofe inevitável, mas de necessidade de adaptação e oportunidades em atividades mais humanas.
Historicamente, tecnologias geram disrupção, e criam novos empregos e riqueza. Mas a velocidade atual da IA exige respostas rápidas em empresas e em políticas públicas
A transição socioeconômica que estamos vivenciando representa uma redefinição do próprio contrato social. O avanço acelerado dessas tecnologias, somado à estabilização demográfica e ao envelhecimento populacional, está deslocando o eixo da economia global da produção mecânica e operacional para a economia do cuidado, da criatividade e das experiências humanas.
Esta é, sem dúvida, a maior transição planetária desde a Revolução Industrial. A convergência entre automação (com IA e robótica) e estabilização demográfica vai gerar mais produção com menos alocação de horas de trabalho (alta produtividade). Isso pode ser muito bom ou muito ruim!
E os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU para 2030? São 17, com 169 metas e até agora, desde 2015 quando foram criados, menos de 50% foram alcançados.
Nós criamos em 2023/2024 o projeto ARANDULAND (veja lá no final) com o objetivo de mostrar e demonstrar os 17 ODS em uma cidade virtual 3d, que está sempre crescendo e evoluindo.
Como essas mudanças citadas no início, vão afetar a Fome, Saúde, Educação, Energia, Emprego, Habitação, Clima, Água, Florestas, Igualdade e as Cidades de um modo geral?
É o que vamos (tentar) ver nas próximas semanas, sempre tentando enxergar positivamente, como é meu estilo, porém sem ignorar o que pode dar errado! O ODS1 vai ficar para o final, como grande objetivo: Como eliminar a pobreza!
(*) Paulo Barreira Milet é um LifeLong Learner, Consultor, Palestrante e empresário nas áreas de Gestão, Qualidade e EaD, founder de Aranduland (cidade 3d, inteligente, humana e sustentável), Diretor da RIOSOFT e Presidente do Cons. de Educação do Instituto Coalizão Rio
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